Palestrante do painel “Branded content em sua maturidade”, o argentino explica o conceito de sua empresa, a Fire. Criada há cinco anos, ela atua com foco no advertainment. Ou branded content, como preferem dizer os europeus. Durante sua apresentação, ele trouxe cinco trabalhos desenvolvidos por sua equipe que refletem essa postura. Um deles foi a criação de uma rádio que atraiu a atenção dos jovens para uma marca de jeans argentina. Outro projeto foi o desenvolvimento de um reality de animação para crianças, feito para uma marca de bolachas com forte presença no mercado colombiano.
André Matarazzo, sócio-diretor da Gringo, festeja o sucesso da agência, lançada há dois anos e meio. A Gringo conquistou sete prêmios de Cyber no Wave, sendo dois ouros. Um deles, por sinal, é uma campanha institucional de sua agência, a “Dicionário dos Gringos”, em que as pessoas ensinam a pronunciar palavrões em diferentes idiomas. André comenta a participação brasileira no festival e brinca: foram sete troféus, cada um deles por sete sites. E ele tem sete tatoos. Se ganhar mais um prêmio - quem sabe em Cannes -, fará mais uma tatoo.
O equatoriano Maurício Alarcon, da Crispin Porter+Bogusky, foi um dos palestrantes do segundo dia do Wave Festival. Ele e David Rolfe, também da agência americana, apresentaram o case Burger King e mostraram uma série de ações desenvolvidas para o cliente, com ousadia e criatividade. Maurício fala sobre a criação do personagem King, da campanha feita com Os Simpsons, da repercussão provocada pela ação “Whooper Freakout” e dos trabalhos elaborados para o mercado europeu.
Nizan Guanaes (Africa), palestrante do painel “Uma missão maior. A idéia e os ingredientes para o sucesso de uma agência”, agitou os participantes do Wave Festival. Após a apresentação de Kevin McKeon, da Strawberry Frog, Nizan abriu o debate com um convite “Nós temos de pensar grande” e o encerrou com um “Vamos fazer negócios”. Ele diz que, depois de ter se destacado na indústria da propaganda como criativo, quer ser agora visto como um homem de business.
A colombiana Misty Wells, que presidiu o júri de Design, comenta a participação brasileira na categoria. Praticamente, 99% dos trabalhos inscritos partiram daqui. Ela orientou os jurados a buscarem o máximo de criatividade nos trabalhos. Ao todo, foram distribuídos três ouros (peças criadas para MTV, GNT e Havaianas), cinco pratas e sete bronzes.
Tomás Lorente, presidente do júri de Press/Outdoor, teve um trabalho e tanto neste primeiro Wave. A disputa de mídia impressa foi a que contou com o maior número de peças inscritas (cerca de 600). Houve muita discussão para definir o short-list, mas para conferir o GP, entregue à Publicis – com uma peça criada para o Mackenzie -, a decisão foi rápida. Além do Grand Prix, foram mais 12 ouros, 12 pratas e 14 bronzes. Em Outdoor, o GP ficou com a Leo Burnett, da Argentina, com uma campanha criada para a Cruz Roja.
Geraldo Rocha Azevedo, presidente de Soluções Integradas da NeogamaBBH, conta sua experiência a frente do júri de Promo. Ele comenta que o critério para conferir os prêmios foi avaliar o engajamento das peças. Os grandes vencedores da categoria, que não teve GP, foram as brasileira Bullet (”iPod no palito”, para Unilever/Kibon) e Artplan (”Fachadas”, para o Banco do Brasil). Além disso, foram distribuídas duas pratas e nove bronzes.
A categoria Direct teve um Grand Prix: para a Sunset, com a peça “Sinta o Yamaii” para o restaurante Yamaii. O presidente do júri, o argentino Martin Hazán, conta como foram os trabalhos, as avaliações e as conclusões dos jurados. Direct teve ainda Ouro para a MRM da Argentina, com uma peça para Chevrolet. E mais Ouro para a MRM do Brasil, a Sun (com “Picasso”, para a Sulamérica Seguros).
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